Da resolução ao enunciado de tarefas de matemática, da prática de investigação à oportunidade de aprendizagem
Diego Barboza Prestes, Pamela Emanueli Alves Ferreira
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Published: Oct 7, 2026
DOI: 10.23925/1983-3156.2026.v28.e75970
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Este artigo apresenta resultados de uma investigação desenvolvida no âmbito do projeto “Da proposição de tarefas de Matemática à avaliação enquanto prática de investigação” vinculado ao GEPEMA/UEL. Partimos da questão: de que maneira estudantes do primeiro ano de Licenciatura em Matemática lidam com uma tarefa nãorotineira, proposta em uma Prova-Escrita-com-Cola, quando analisada à luz da Educação Matemática Realística e da avaliação como prática de investigação? Para respondê-la, realizamos um estudo de natureza qualitativa, tomando as produções escritas de 17 estudantes acerca de uma tarefa envolvendo a formulação do enunciado a partir de uma resolução dada no contexto da Geometria Analítica. A análise da produção escrita, orientada pelas ações de leitura vertical e horizontal, inferência e interpretação, evidenciou enunciados que variaram quanto à precisão e coerência com a resolução apresentada. Os resultados indicam que tarefas abertas, de alto nível de demanda cognitiva, mobilizam processos de reflexão, argumentação e conexão conceitual, pouco presentes em exercícios rotineiros, que são frequentes em avaliações de rendimento. Concluímos que a formulação e a análise de tarefas podem subsidiar a avaliação como prática de investigação, favorecendo a aprendizagem e oferecendo ao professor indícios para reorientar sua prática pedagógica.
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