Modelagem Matemática e Educação Inclusiva
Wynston Anunciado Olimpio, Lilian Akemi Kato
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Source: Crossref
Published: Sep 1, 2026
DOI: 10.33871/rpem.2026.15.37.11911
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Ao compreendermos que a Educação Inclusiva abarca todos os estudantes que enfrentam barreiras no processo educativo, vislumbramos a Modelagem Matemática como uma estratégia metodológica, geradora de ambientes de aprendizagem potencialmente inclusivos, que convidam os alunos à investigação e à problematização de uma situação real de interesse do grupo. Neste texto buscamos investigar o que revelam as pesquisas que versam sobre Modelagem Matemática e Educação Inclusiva no que tange às práticas inclusivas no contexto da Educação Especial, em complemento a outra busca similar que se ateve aos anais de eventos específicos dessas duas temáticas. A pesquisa é de natureza qualitativa e foi desenvolvida por meio de um levantamento bibliográfico utilizando descritores relacionados à Modelagem Matemática, Educação Inclusiva, Educação Especial e deficiência. Dos 124 trabalhos inicialmente encontrados, seis atenderam aos critérios de inclusão e constituíram o corpus de análise. Ao juntarmos esse levantamento ao anterior, foi possível estabelecer quatro categorias que evidenciaram que a Modelagem Matemática tem sido utilizada como estratégia para promover a inclusão de estudantes com deficiência visual, deficiência auditiva, deficiência intelectual, dificuldades motoras e Transtorno do Espectro Autista, geralmente associada a recursos pedagógicos adaptados, atividades lúdicas, LIBRAS e práticas voltadas à acessibilidade. Disso, conclui-se que a Modelagem Matemática favorece a participação, a autonomia e a construção do conhecimento matemático em ambientes inclusivos, configurando-se como uma metodologia flexível e potencialmente promotora da inclusão escolar, embora ainda sejam escassas as pesquisas nessa temática.
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