Matemática, EJA e Teoria Antropológica do Didático
Maria da Conceição Silva Filha, Carlos Alberto Gaia Assunção
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Published: Sep 30, 2026
DOI: 10.51359/2177-9309.2026.269824
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Este artigo tem como objetivo analisar as dimensões ecológica e praxeológica nas pesquisas que tratam da formação continuada de professores de matemática que atuam na Educação de Jovens e Adultos (EJA) à luz da Teoria Antropológica do Didático (TAD). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, fundamentada no estado de conhecimento como procedimento de sistematização da literatura, com análise lexicométrica do corpus realizada por meio do software Iramuteq. Foram consultadas as bases CAPES e SciELO, com aplicação de critérios de inclusão e exclusão, resultando em 35 produções mapeadas, das quais apenas 3 atenderam simultaneamente aos quatro critérios definidores. Os resultados evidenciam que a interseção entre TAD, EJA, Matemática e Formação Docente constitui um campo academicamente rarefeito no Brasil, com concentração de produção na Região Norte, especialmente na UFPA. A Classificação Hierárquica Descendente revelou predomínio de léxico matemático-técnico sobre dimensões ecológicas e subjetivas do sujeito adulto. Conclui-se que a formação continuada de professores de matemática para a EJA ainda carece de abordagens que articulem o saber matemático às condições e restrições institucionais que moldam a prática docente.
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